20 DE NOVEMBRO – A ENFERMAGEM MOBILIZADA

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A luta pela igualdade racial, ou melhor, pelos direitos da População Negra não é de perto um movimento novo na sociedade. Há um desequilíbrio bem visível entre a população brasileira, onde os afro-brasileiros são vítimas de discriminação, muitas vezes ainda alvo de agressão, estando presente entre os maiores índices de homicídio, apresentando de tal modo uma expectativa de vida menor. Buscando então uma igualdade baseada no respeito e no reconhecimento do seu papel na sociedade, muitos contribuem ativamente em todos os setores na sociedade, para tentar quebrar a intolerância e preconceito instituído culturalmente e historicamente por outras etnias/raça. Para muitos negros e negras, a falta deste reconhecimento e valorização das suas capacidades trata-se de um problema grave e sério, martirizante e psicologicamente debilitante.

Assim, estamos diante a Semana da Consciência Negra, que tem como objetivo uma reflexão sobre a introdução dos Negros na Sociedade Brasileira. E o dia 20 de Novembro foi escolhido para homenagear a Zumbi dos Palmares (que foi um dos principais representantes da resistência negra) e para lembrar o quanto os negros sofreram, desde a colonização do Brasil, suas lutas, suas conquistas. Diante das necessidades e vulnerabilidades da população afro-brasileira, hoje lutamos para o estabelecimento de padrões de igualdade étnico-racial e de gênero na política de saúde do país. A criação da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), pela Lei n.o 10.678, de 23 de março de 2003, como órgão de assessoramento direto da Presidência da República, com status de ministério, representa uma conquista emblemática do Movimento Social Negro. A SEPPIR tem como atribuição institucional promover a igualdade e a proteção dos direitos de indivíduos e grupos raciais e étnicos, por meio do acompanhamento e coordenação das políticas de diferentes ministérios, dentre os quais o da saúde, e outros órgãos do governo brasileiro (BRASIL, 2003).

Na enfermagem não vemos diferente, enfermeiras e enfermeiros negros sofrem violência estrutural e institucional, com discursos e atitudes preconceituosas maquiadas entre as relações interpessoais, evidenciando um poder simbólico que ainda existe nos espaços sobre a população afro-brasileira. Mas pensando na constituição da nossa nação brasileira, mais de 50% da população é afro-brasileira, porque ainda existe essa resistência? Porque tanto preconceito? Será que precisamos de um dia da consciência negra, branca, parda, amarela, albina ou precisamos de 365 dias de consciência humana? Isso tem que mudar. Então, “é chegada a hora de tirar nossa nação das trevas da injustiça racial” (Zumbi dos Palmares).

Feira de Santana, 20 de Novembro de 2015.

Texto: Layla Silva – Universidade Estadual de Feira de Santana – Ba.

Romeu Borges – Universidade do Estado da Bahia – Ba.

Waldson Nunes – Universidade Estadual de Feira de Santana – Ba.

EXECUTIVA NACIONAL DOS ESTUDANTES DE ENFERMAGEM

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